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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Às vezes apetece um geladinho e sai uma inspiração assim:

"Quantas derrotas exige uma vitória?"
As que forem precisas para aprender a perder. Saber lidar com a derrota é uma vitória. O orgulho é que estraga tudo. Não me lixem. Engolir o orgulho é demasiado doloroso.
Dói com'ó caraças!

Dizem que quem sabe rir de si próprio sai vitorioso de cada derrota. Amarrota-a bem amarrotadinha, assim, na palma da mão, e atira-a à cara de quem escarnece. E tudo isso só com um sorriso piedoso no rosto. Ai que raiva!

Isso não é para mim. Eu sinto as emoções à flor da pele e tenho que deitar o fumo pelas ventas, se não expludo. Ou impludo.

Mas vendo bem, eu até sei lidar razoavelmente com a derrota. Como daquela vez em que roubei um beijo à Clarinha da papelaria, e levei um estalo na cara. Aquilo foi mais um estalo na alma do que outra coisa. E um soco no orgulho. Mas o Zé Manel do Curral e o Toino da Vinha não se ficaram a rir muito tempo. Não que lhes tivesse esmurrado as fuças até perderem o sorriso. E os dentes. Ai mas apeteceu-me tanto, rai’s os partam!

Mas quando mais tarde lhe levei flores (à Clarinha da papelaria, bem entendido), ela corou que nem um tomate, ai que coisa linda de ver!, e aceitou o convite para irmos comer um gelado! E os dois maganos ficaram com umas trombas até ao chão! Ah pois é!

É verdade. Homem que é Homem aguenta as derrotas que forem precisas até lhe calhar uma vitória daquelas saborosas. Com direito a beijoca e tudo. E se vier com saborzinho de caramelo e canela, melhor ainda, ai aqueles gelados são uma delícia, meudeus!.



Sei lá quantas derrotas é que uma vitória exige. Há para aí uma bonecada em quadrinhos, sobre um tigre que afinal é de peluche e um puto todo sabichão, gosto do puto, tem garra e gosta de ficção científica!, que tem um pai sarcástico à brava e que passa a vida a dizer que as derrotas constroem o carácter... Hahaha Esse puto é que deve saber responder.

"Hey! Clarinha! Espera por mim que o sol está a fazer-me mal à cabeça. Não devia ter olhado para aquele livro na montra. O raio da frase pôs-me a matutar e eu quero é viver. Anda daí, Clarinha. És a minha vitória cheia de derrotas. Vales tudo. E o resto é conversa.

(imagem retirada daqui)

domingo, 24 de agosto de 2014

Da arrogância, ou... É a vida!

Quando nascemos somos todos heróis.
O parto é um momento de grande heroísmo.

Caramba, as pressões, torções, deformações e outros tantos "ões" a que são sujeitos os corpos (quer da mãe, quer das crias), e mesmo do pai, se é de estômago mais frágil e mesmo assim insistiu em assistir a tudo, são para lá do imaginável.
Mas nós aguentamos. E nascemos e fazemos nascer.

Depois a vida vai-nos vergando, torcendo, testando... E uns voltam a erguer-se e prosseguem felizes por estarem vivos, outros vão deixando a vida fazer o que quer deles. Outros ainda armam-se de popularidade, descobrem o que é de fácil aceitação e fazem toda uma vida da aprovação de séquitos de seguidores de quem mantêm a distância. Não se dignam sequer a dirigir-lhes palavra. Mas não vivem sem eles. São antipáticos, arrogantes.

É tudo uma questão de carácter. Ia dizer de "tomates", mas não ficava muito bem, sobretudo para as mulheres de carácter. Um grande amigo meu resolvia essa questão dizendo "tu és uma mulher de "ketchup"".

Seja o que for, tudo na vida é uma questão do seguinte cocktail: 1/2 dose de sorte, três doses de carácter (inclui capacidade para assumir as decisões que toma e enfrentar cada consequência que delas advenha e também saber distinguir quando se lhe dirigem com segundas intenções ou por sincero interesse no que foi dito), prefazer com optimismo, capacidade de empatia, humildade e simpatia e coar, deitando fora a autocomiseração (agora sem hífen).

E é isto. Mesmo que a puta da vida (essa entidade com vontade própria capaz de decidir tudo por nós - sarcasmo, ok?) pregue alguma daquelas partidas incapacitantes. Ou quando nos leva alguém sem quem nos julgávamos incapazes de sobreviver. E mesmo assim, há muito boa gente nessas condições que têm muito mais "tomates" ou ("ketchup") do que muitos que andam por aí por seu próprio pé, de perfeita saúde.

Agora que penso nisso, a vida só desafia verdadeiramente, quem tem arcaboiço para lidar com o repto.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Pep talk

Quem escreve para os outros esconde-se abaixo da superfície.
Nunca se revela.
Vende, não dá.
Quem escreve para si, oferece tanto que chega a ser sufocante.
Às vezes.
Não é para todos, receber.

Desafio: escrever poesia sobre um desmaquilhante.

J.M.

Foto daqui